{"id":1653,"date":"2020-01-19T14:56:05","date_gmt":"2020-01-19T16:56:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiomanchester.com.br\/fm\/?p=1653"},"modified":"2020-01-19T14:56:05","modified_gmt":"2020-01-19T16:56:05","slug":"a-busca-da-felicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.radiomanchester.com.br\/fm\/a-busca-da-felicidade\/","title":{"rendered":"A busca da felicidade"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisas desvendam os mecanismos do prazer e da felicidade. Como esse novo conhecimento pode melhorar sua vida?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Felicidade \u00e9 um truque. Um truque da natureza concebido ao longo de milh\u00f5es de anos com uma s\u00f3 finalidade: enganar voc\u00ea. A l\u00f3gica \u00e9 a seguinte: quando fazemos algo que aumenta nossas chances de sobreviver ou de procriar, nos sentimos muito bem. T\u00e3o bem que vamos querer repetir a experi\u00eancia muitas e muitas vezes. E essa nossa persegui\u00e7\u00e3o incessante de coisas que nos deixem felizes acaba aumentando as chances de transmitirmos nossos genes. \u201cAs leis que governam a felicidade n\u00e3o foram desenhadas para nosso bem-estar psicol\u00f3gico, mas para aumentar as chances de sobreviv\u00eancia dos nossos genes a longo prazo\u201d, escreveu o escritor e psic\u00f3logo americano Robert Wright, num artigo para a revista americana Time.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A busca da felicidade \u00e9 o combust\u00edvel que move a humanidade \u2013 \u00e9 ela que nos for\u00e7a a estudar, trabalhar, ter f\u00e9, construir casas, realizar coisas, juntar dinheiro, gastar dinheiro, fazer amigos, brigar, casar, separar, ter filhos e depois proteg\u00ea-los. Ela nos convence de que cada uma dessas conquistas \u00e9 a coisa mais importante do mundo e nos d\u00e1 disposi\u00e7\u00e3o para lutar por elas. Mas tudo isso \u00e9 ilus\u00e3o. A cada vit\u00f3ria surge uma nova necessidade. Felicidade \u00e9 uma cenoura pendurada numa vara de pescar amarrada no nosso corpo. \u00c0s vezes, com muito esfor\u00e7o, conseguimos dar uma mordidinha. Mas a cenoura continua l\u00e1 adiante, apetitosa, nos empurrando para a frente. Felicidade \u00e9 um truque.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E temos levado esse truque muito a s\u00e9rio. Vivemos uma \u00e9poca em que ser feliz \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o \u2013 as pessoas tristes s\u00e3o indesejadas, vistas como fracassadas completas. A doen\u00e7a do momento \u00e9 a depress\u00e3o. \u201cA depress\u00e3o \u00e9 o mal de uma sociedade que decidiu ser feliz a todo pre\u00e7o\u201d, afirma o escritor franc\u00eas Pascal Bruckner, autor do livro A Euforia Perp\u00e9tua. Muitos de n\u00f3s est\u00e3o fazendo for\u00e7a demais para demonstrar felicidade aos outros \u2013 e sofrendo por dentro por causa disso. Felicidade est\u00e1 virando um peso: uma fonte terr\u00edvel de ansiedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse assunto sempre foi desprezado pelos cientistas. Mas, na \u00faltima d\u00e9cada, um n\u00famero cada vez maior deles, alguns influenciados pelas id\u00e9ias de religiosos e fil\u00f3sofos, tem se esfor\u00e7ado para decifrar os segredos da felicidade. A id\u00e9ia \u00e9 finalmente desmascarar esse truque da natureza. Entender o que nos torna mais ou menos felizes e qual \u00e9 a forma ideal de lidar com a ansiedade que essa busca infinita causa.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas caminhos<\/strong><\/p>\n<p>Um dos motivos pelos quais a felicidade \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil de alcan\u00e7ar \u00e9 que nem sabemos bem o que ela \u00e9. Da\u00ed a import\u00e2ncia das pesquisas do psic\u00f3logo americano Martin Seligman, da Universidade da Pensilv\u00e2nia. Seligman concluiu que felicidade \u00e9 na verdade a soma de tr\u00eas coisas diferentes: prazer, engajamento e significado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Prazer voc\u00ea sabe o que \u00e9. Trata-se daquela sensa\u00e7\u00e3o que costuma tomar nossos corpos quando dan\u00e7amos uma m\u00fasica boa, ouvimos uma piada engra\u00e7ada, conversamos com um bom amigo, fazemos sexo ou comemos chocolate. Um jeito f\u00e1cil de reconhecer se algu\u00e9m est\u00e1 tendo prazer \u00e9 procurar em seu rosto por um sorriso e por olhos brilhantes. J\u00e1 engajamento \u00e9 a profundidade de envolvimento entre a pessoa e sua vida. Um sujeito engajado \u00e9 aquele que est\u00e1 absorvido pelo que faz, que participa ativamente da vida. E, finalmente, significado \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de que nossa vida faz parte de algo maior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A vantagem de dividir a felicidade em tr\u00eas \u00e9 que assim fica mais f\u00e1cil definirmos nossos objetivos. \u201cBuscar a felicidade\u201d \u00e9 uma meta meio vaga, fica dif\u00edcil at\u00e9 de saber por onde come\u00e7ar. Mas, se voc\u00ea se conscientizar de que basta juntar essas tr\u00eas coisas \u2013 prazer, engajamento e significado \u2013 para a felicidade vir de brinde, a tarefa torna-se menos penosa. Seligman acha que um dos maiores erros das sociedades ocidentais contempor\u00e2neas \u00e9 concentrar a busca da felicidade em apenas um dos tr\u00eas pilares, esquecendo os outros. E geralmente escolhemos justo o mais fraquinho deles: o prazer. \u201cEngajamento e significado s\u00e3o muito mais importantes\u201d, disse ele numa entrevista \u00e0 Time. Como ent\u00e3o alcan\u00e7\u00e1-los?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Comecemos pelo engajamento. Algumas pessoas s\u00e3o capazes de se engajar em tudo: entram de cabe\u00e7a nos romances, doam-se ao trabalho, d\u00e3o tudo de si a todo momento. Isso \u00e9 raro e nem sempre \u00e9 bom (inclusive porque gente engajada demais tende a negligenciar outros aspectos da vida, em especial o prazer). Ningu\u00e9m precisa ir t\u00e3o longe, mas o esfor\u00e7o de estar atento ao mundo, participando da vida, vale a pena.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mihaly Csikszentmihalyi (pronuncie \u201ctxicsentmirr\u00e1i\u201d), pesquisador da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, estuda um fen\u00f4meno cerebral chamado \u201cfluxo\u201d, que ocorre quando o engajamento numa atividade torna-se t\u00e3o intenso que d\u00e1 aquela sensa\u00e7\u00e3o boa de estar completamente absorto, a ponto de esquecer do mundo e perder a no\u00e7\u00e3o do tempo. Ou seja, \u00e9 um estado de alegria quase perfeita. Esse fen\u00f4meno acontece com monges em estado de medita\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m em situa\u00e7\u00f5es muito mais comuns, como ao tocar um instrumento, andar de bicicleta ou at\u00e9 mesmo ao consertar a estante da casa. Um outro pesquisador, o americano Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, observou em laborat\u00f3rio que as pessoas em estado de fluxo ativam uma regi\u00e3o do c\u00e9rebro chamada c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal esquerdo, o que pode ter uma s\u00e9rie de efeitos no organismo, inclusive um melhor funcionamento do sistema imunol\u00f3gico. Ao longo de um estudo realizado na Holanda, pessoas que entraram em fluxo tiveram seu risco de morte reduzido em 50%, por reagirem melhor a doen\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E como se entra no tal fluxo? Csikszentmihalyi afirma que o segredo \u00e9 buscar atividades nas quais se possa usar todo o seu talento. Tem de ser um desafio n\u00e3o muito f\u00e1cil a ponto de ser entediante, nem t\u00e3o dif\u00edcil que se torne frustrante. Procurar experi\u00eancias desse tipo \u00e9 recompensador e traz n\u00edveis bem altos de felicidade. Claro que infelizmente nem todo mundo tem a sorte de encontrar desafios assim no trabalho. Nesse caso, um hobby pode ajudar na busca por engajamento e por momentos de fluxo \u2013 pode tanto ser uma atividade manual ou intelectual quanto um esporte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quanto ao terceiro pilar da felicidade, o significado, o jeito tradicional de conquist\u00e1-lo \u00e9 via religi\u00e3o. H\u00e1 mil\u00eanios, a humanidade encontra alento na cren\u00e7a de que cada um de n\u00f3s faz parte de uma ordem maior. Pesquisas mostram que as pessoas religiosas consideram-se, na m\u00e9dia, mais felizes que as n\u00e3o-religiosas \u2013 elas tamb\u00e9m t\u00eam menos depress\u00e3o, menos ansiedade e suicidam-se menos. A cren\u00e7a de que Deus est\u00e1 nos observando, nas palavras do psic\u00f3logo e estudioso da religi\u00e3o Michael McCullough, da Universidade de Miami, \u00e9 uma esp\u00e9cie de \u201cequivalente em grande escala do pensamento \u2018se eu n\u00e3o conseguir pagar o aluguel, meu pai vai ajudar\u2019\u201d. Ou seja, \u00e9 um conforto, uma garantia de que, no final, as injusti\u00e7as ser\u00e3o corrigidas e nossos esfor\u00e7os, reconhecidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas a religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica forma de dar significado \u00e0 vida. Um truque eficaz para ficar mais feliz \u00e9 fazer o bem para os outros \u2013 visitar um orfanato, ajudar uma crian\u00e7a a fazer a li\u00e7\u00e3o de casa, dar um presente \u00fatil. E isso n\u00e3o \u00e9 conversa mole. Seligman mediu em laborat\u00f3rio os efeitos do altru\u00edsmo e percebeu que um \u00fanico ato de bondade pode melhorar efetivamente os n\u00edveis de felicidade de uma pessoa por at\u00e9 dois meses. Cinco atos de bondade por semana turbinaram sensivelmente o astral dos cobaias \u2013 e, quando todos os cinco foram realizados num mesmo dia, o benef\u00edcio foi ainda maior. Tamb\u00e9m se alcan\u00e7a significado construindo algo que pode sobreviver a voc\u00ea. O exemplo cl\u00e1ssico \u00e9 criar filhos. Uma outra dica \u00e9 acreditar que sua vida \u00e9 importante para alguma grande causa: a hist\u00f3ria, a ci\u00eancia, a justi\u00e7a social, a democracia, a liberdade, o progresso, a natureza. Ou seja, \u00e9 \u00fatil crer em algo, mesmo que n\u00e3o seja em Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para terminar, h\u00e1 uma regra da qual especialista nenhum discorda: ter amigos (e nem precisam ser muitos) ajuda a ser feliz. Amigos contam pontos nos tr\u00eas crit\u00e9rios: trazem, ao mesmo tempo, prazer, engajamento e significado para nossas vidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ser infeliz \u00e9 preciso<\/strong><\/p>\n<p>Ok, j\u00e1 temos a receita da felicidade. Basta juntar prazer, engajamento e significado e nossa vida se resolve para sempre? Ah, se fosse assim t\u00e3o simples. A felicidade, como n\u00e3o cansam de repetir os poetas e os chatos, \u00e9 breve. Ainda bem. Felicidade, por defini\u00e7\u00e3o, \u00e9 um estado no qual n\u00e3o temos vontade de mudar nada. Ou seja, se pass\u00e1ssemos tempo demais assim, nossas vidas estacionariam. A busca da felicidade \u00e9 o que nos empurra para a frente \u2013 se agarramos a cenoura, paramos de correr e a brincadeira perde completamente a gra\u00e7a. Portanto, um pouco de ansiedade, de insatisfa\u00e7\u00e3o, \u00e9 perfeitamente saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cFelicidade \u00e9 projetada para evaporar\u201d, escreveu Robert Wright. E, segundo ele, h\u00e1 uma raz\u00e3o evolutiva para isso tamb\u00e9m: \u201cse a alegria que vem ap\u00f3s o sexo n\u00e3o acabasse nunca, ent\u00e3o os animais copulariam apenas uma vez na vida\u201d. Mora a\u00ed um dos grandes problemas atuais. Muita gente acredita que \u00e9 poss\u00edvel viver uma exist\u00eancia s\u00f3 de altos, sem nenhum ponto baixo, sem tristeza, sem sofrimento. E alguns est\u00e3o dispostos a conseguir isso sem esfor\u00e7o algum, s\u00f3 \u00e0 custa de antidepressivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso \u00e9 conversa de cientista, mas alguns religiosos, em especial os budistas, j\u00e1 afirmam algo parecido h\u00e1 muito tempo. Um de seus preceitos b\u00e1sicos \u00e9 o de que \u201ca vida \u00e9 sofrimento\u201d. Coisa chata, n\u00e9? Talvez, mas ter consci\u00eancia de que o sofrimento \u00e9 inevit\u00e1vel pode ajudar a trazer felicidade, e certamente diminui a ansiedade. O conselho do dalai-lama \u00e9 que, quando as coisas estiverem mal, em vez de se entregar \u00e0 infelicidade ou tentar apenas minimizar os sintomas, voc\u00ea respire fundo e tente descobrir o porqu\u00ea da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo ele, grande parte da dor \u00e9 criada por n\u00f3s mesmos, pela nossa inabilidade de lidar com a tristeza e pela sensa\u00e7\u00e3o de que somos obrigados a ser sempre felizes. Ao encarar o sofrimento de frente e identificar as suas causas reais, voc\u00ea estar\u00e1 dando um passo na dire\u00e7\u00e3o do autoconhecimento, o que vai lhe permitir entender quais seus objetivos na vida, quais seus valores. Para usar a terminologia de Seligman, esse autoconhecimento dar\u00e1 a voc\u00ea mais clareza sobre que tipo de atividades lhe traz prazer, engajamento e significado. Ou seja, s\u00e3o esses momentos ruins que criar\u00e3o condi\u00e7\u00f5es para voc\u00ea correr atr\u00e1s da sua pr\u00f3pria realiza\u00e7\u00e3o \u2013 individual, pessoal e intransfer\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cada um \u00e9 cada um<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a\u00ed que est\u00e1 o pulo-do-gato. N\u00e3o existe uma f\u00f3rmula da felicidade que funcione com todo mundo \u2013 \u00e9 justamente nisso que os livros de auto-ajuda costumam falhar. Cada pessoa \u00e9 diferente e reage \u00e0 vida de modo diferente. Foi essa a conclus\u00e3o do estudo realizado em 1996 pelo pesquisador David Lykken, da Universidade de Minnesota. Ele comparou dados sobre 4 000 pares de g\u00eameos id\u00eanticos e percebeu que, na maioria dos casos, quando um tem tend\u00eancia a ver o mundo de modo otimista, o outro tem tamb\u00e9m \u2013 e quando um \u00e9 pessimista o outro \u00e9 igual. Ou seja, existe um forte componente gen\u00e9tico na nossa tend\u00eancia a ser feliz. N\u00e3o que isso seja uma grande surpresa. Qualquer pai ou m\u00e3e sabe que algumas crian\u00e7as nascem com voca\u00e7\u00e3o para o sorriso, enquanto outras s\u00e3o simplesmente muito mais dif\u00edceis de agradar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, apareceram muitas evid\u00eancias de que n\u00f3s tendemos a manter um \u201cn\u00edvel de felicidade\u201d constante ao longo de nossas vidas \u2013 e nem mesmo grandes acontecimentos parecem capazes de alterar bruscamente esse n\u00edvel. Um exemplo disso \u00e9 a pesquisa conduzida pelo psic\u00f3logo Richard Lucas, da Universidade do Estado de Michigan, Estados Unidos. Lucas passou 15 anos entrevistando solteiros e casados na Alemanha e pedindo que eles dessem notas de 0 a 10 para seu estado de felicidade. Os solteiros tinham m\u00e9dia 7,28. No momento em que eles casavam, o valor aumentava muito: para perto de 8,5. Mas dois anos depois a m\u00e9dia j\u00e1 era de exatamente 7,28 outra vez. Ou seja, a longo prazo, o casamento parece n\u00e3o mudar \u2013 para melhor ou para pior \u2013 o n\u00edvel de felicidade .<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O mesmo vale para outros acontecimentos radicalmente transformadores \u2013 para o bem ou para o mal. Um estudo com ganhadores da loteria realizado em 1978 mostrou que esses felizardos t\u00eam picos de felicidade logo ap\u00f3s o pr\u00eamio, mas tendem a voltar aos n\u00edveis anteriores alguns meses depois. Algo equivalente parece acontecer com pessoas que ficam parapl\u00e9gicas em acidentes. Elas passam por um per\u00edodo de infelicidade, mas dois meses depois recuperam n\u00edveis quase t\u00e3o altos quanto os anteriores ao acidente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse ac\u00famulo de dados levou alguns especialistas a afirmarem que a felicidade \u00e9 algo imut\u00e1vel. Oito anos atr\u00e1s, o pesquisador Lykken criou pol\u00eamica ao afirmar publicamente que \u201cparece que tentar se tornar mais feliz \u00e9 t\u00e3o f\u00fatil quanto tentar se tornar mais alto\u201d. Hoje at\u00e9 ele pr\u00f3prio reconhece que essa afirma\u00e7\u00e3o foi, no m\u00ednimo, exagerada. Parece que uma analogia melhor para a felicidade \u00e9 compar\u00e1-la com o peso. Cada um de n\u00f3s tem um biotipo diferente \u2013 uma tend\u00eancia para ser mais ou menos gordo. Mas \u00e9 claro que os nossos h\u00e1bitos e a nossa postura t\u00eam uma grande influ\u00eancia sobre o n\u00famero que aparece na balan\u00e7a. \u00c9 a mesma coisa com a felicidade: temos uma tend\u00eancia natural para um certo n\u00edvel. Mas fazer regime funciona.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Uma quest\u00e3o de desejo<\/strong><\/p>\n<p>Um exemplo do quanto podemos alterar nossa predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para a felicidade \u00e9 a forma como lidamos com nossos desejos. Existem duas maneiras de alcan\u00e7ar a felicidade: possuindo mais ou desejando menos. Se a felicidade \u00e9 a cenoura, a vara na qual ela est\u00e1 pendurada \u00e9 o que chamamos de desejo. E estamos fazendo varas cada vez mais compridas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Veja o caso dos pa\u00edses ricos. \u201cNos Estados Unidos e na Europa, h\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de desapontamento, pois se est\u00e1 percebendo que existe um limite para a satisfa\u00e7\u00e3o que a sociedade e os bens materiais trazem\u201d, diz o economista e fil\u00f3sofo Eduardo Giannetti, autor do \u00f3timo livro Felicidade. Nos Estados Unidos, desde a Segunda Guerra Mundial, todos os indicadores econ\u00f4micos e sociais melhoraram sem parar. A renda triplicou, o tamanho das casas dobrou e o acesso aos bens materiais cresceu tanto, que hoje h\u00e1 mais carros nas garagens do que habitantes no pa\u00eds. Ainda assim, o \u00edndice nacional de felicidade n\u00e3o cresceu um mil\u00edmetro sequer. O Centro de Pesquisas de Opini\u00e3o Nacional dos Estados Unidos entrevista periodicamente os americanos desde os anos 50 \u2013 e o resultado \u00e9 invariavelmente o mesmo (um ter\u00e7o deles se considera \u201cmuito feliz\u201d).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 uma raz\u00e3o para isso: os americanos querem cada vez mais. Seus desejos n\u00e3o p\u00e1ram de crescer. Ou seja, a cenoura est\u00e1 cada vez mais apetitosa, mas tamb\u00e9m mais distante. Demandas crescentes s\u00e3o a condi\u00e7\u00e3o essencial para manter a economia funcionando. A l\u00f3gica do capitalismo \u00e9 criar necessidades, para ent\u00e3o satisfaz\u00ea-las \u2013 n\u00e3o por acaso, esse pa\u00eds de insatisfeitos \u00e9 o mais rico do mundo. Precisamos das coisas a partir do momento em que elas est\u00e3o dispon\u00edveis e isso vale tanto para produtos quando para id\u00e9ias. Quando vemos pessoas lindas, maquiadas e malhadas nas capas das revistas, e aparelhos de som inacredit\u00e1veis nos an\u00fancios, fica dif\u00edcil nos satisfazer com nosso visual comum e com o walkman velho mas honesto. Acontece que a felicidade n\u00e3o est\u00e1 diretamente ligada aos bens materiais. Ed Diener, da Universidade de Illinois, estudioso do assunto h\u00e1 25 anos, avaliou o n\u00edvel de felicidade das 400 pessoas mais ricas do mundo segundo a revista Forbes, e concluiu que elas est\u00e3o rigorosamente empatadas com os pastores maasai da \u00c1frica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para complicar, temos cada vez mais op\u00e7\u00f5es. Na \u00e9poca em que a prateleira da farm\u00e1cia abrigava apenas xampu para cabelos secos, normais ou oleosos, era f\u00e1cil escolher um e ir para casa tranquilo. Mas, quando na sua frente se enfileiram xampus de todas as proced\u00eancias e pre\u00e7os, para cabelos ondulados, escuros, danificados, mistos, com pontas duplas, tingidos ou fracos, voc\u00ea n\u00e3o tem mais tanta seguran\u00e7a de que sua escolha foi a melhor. O mesmo acontece na hora de comprar um carro, creme dental ou comida congelada. Ou no momento de escolher um namorado ou uma profiss\u00e3o. \u201cMuita gente fica simplesmente paralisada com tantas op\u00e7\u00f5es\u201d, diz o psic\u00f3logo americano Barry Schwartz em seu livro, The Paradox of Choice (\u201cO Paradoxo da Escolha\u201d, n\u00e3o lan\u00e7ado no Brasil). Est\u00e1 a\u00ed uma fonte de frustra\u00e7\u00e3o e ansiedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2000, Sheena Iyengar e Mark Lepper, das Universidades de Columbia e Stanford, montaram em uma loja dois estandes com amostras de gel\u00e9ia, um com 24 op\u00e7\u00f5es de sabor e outro com apenas seis. O n\u00famero de clientes que comprou o produto foi dez vezes maior no estande menos variado, ainda que o outro tenha atra\u00eddo 50% mais gente. Por que isso acontece? Schwartz sugere que nessas situa\u00e7\u00f5es as pessoas avaliam intuitivamente os \u201ccustos de oportunidade\u201d: uma escolha implica abrir m\u00e3o de todas as outras op\u00e7\u00f5es. Quando h\u00e1 centenas de possibilidades, escolher uma s\u00f3 significa \u201cperder\u201d muito mais. E, no mundo de hoje, em que cada um tem acesso ao mundo inteiro pela internet e quase n\u00e3o h\u00e1 limites para os nossos desejos, parece inevit\u00e1vel ficar ansioso \u2013 e infeliz \u2013 com tudo isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pesquisando o assunto, o psic\u00f3logo encontrou padr\u00f5es de comportamento que permitem dividir as pessoas em dois grupos: as que procuram fazer escolhas apenas satisfat\u00f3rias, sem tentar alcan\u00e7ar a perfei\u00e7\u00e3o, e as que n\u00e3o sossegam at\u00e9 que encontrem \u201ca melhor op\u00e7\u00e3o de todas\u201d. As pessoas do segundo grupo costumam fazer escolhas melhores, \u00e9 claro. Mas as do primeiro ficam mais felizes com suas decis\u00f5es. \u201cA solu\u00e7\u00e3o \u00e9 diminuir o n\u00famero de op\u00e7\u00f5es ou melhorar nossa maneira de fazer escolhas\u201d, diz Schwartz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ent\u00e3o t\u00e1. Mas ser\u00e1 que sabemos fazer as melhores escolhas para nossa vida? Segundo os pesquisadores Daniel Gilbert, Tim Wilson, George Loewenstein e Daniel Kahneman, a resposta \u00e9 n\u00e3o. Decis\u00f5es s\u00e3o tomadas tendo como base nossa previs\u00e3o de como cada op\u00e7\u00e3o vai afetar nossas vidas. Por\u00e9m, segundo eles, temos uma dificuldade enorme para avaliar o quanto um acontecimento vai nos deixar felizes ou infelizes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00f3s superestimamos a intensidade e a dura\u00e7\u00e3o das nossas rea\u00e7\u00f5es emocionais, ao mesmo tempo que subestimamos nossa capacidade de adapta\u00e7\u00e3o. Lembra da hist\u00f3ria dos ganhadores da loteria e acidentados parapl\u00e9gicos que logo voltam ao n\u00edvel normal de felicidade? Pois ent\u00e3o: somos capazes de nos acostumar com quase tudo. Damos import\u00e2ncia demais a escolhas que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o definitivas assim e esquecemos que uma decis\u00e3o \u201cerrada\u201d n\u00e3o \u00e9 o fim do mundo. \u00c9 uma quest\u00e3o de colocar limites nos nossos desejos. Em outras palavras, ser feliz \u00e9 muito mais simples do que se pensa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Simples? Ent\u00e3o explique<\/strong><\/p>\n<p>Tem uma id\u00e9ia central: n\u00e3o leve tudo t\u00e3o a s\u00e9rio. \u201cLeveza\u201d \u00e9 a palavra-chave. N\u00e3o quer dizer que todos devamos instalar um sorriso permanente no rosto e come\u00e7ar a achar bom tudo o que acontece. Leveza significa entender que at\u00e9 as melhores sensa\u00e7\u00f5es t\u00eam fim, assim como n\u00e3o h\u00e1 aborrecimento que dure para sempre. N\u00e3o \u00e9 para se tornar um bobo-alegre: \u00e0s vezes as circunst\u00e2ncias nos obrigam a reagir de jeito negativo, e isso n\u00e3o \u00e9 necessariamente ruim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gianetti chama aten\u00e7\u00e3o para a diferen\u00e7a entre \u201cser feliz\u201d e \u201cestar feliz\u201d. \u201cExistem pessoas que levam uma vida cheia de momentos de prazer, mas que n\u00e3o t\u00eam um caminho ou um significado. No extremo contr\u00e1rio est\u00e3o aqueles que abrem m\u00e3o do \u2018estar feliz\u2019 por s\u00f3 pensar no futuro e viver com prud\u00eancia demais\u201d. Talvez o melhor caminho esteja entre esses dois. Atingir esse equil\u00edbrio n\u00e3o \u00e9 moleza e infelizmente n\u00e3o h\u00e1 f\u00f3rmula m\u00e1gica nem manual completo. O lance \u00e9 prestar aten\u00e7\u00e3o a si mesmo e ir mudando aos pouquinhos. \u201cAs transforma\u00e7\u00f5es mentais demoram e n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis. Demandam um esfor\u00e7o constante\u201d, aconselha o dalai.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Felicidade n\u00e3o \u00e9 um fim em si, e sim uma conseq\u00fc\u00eancia do jeito que voc\u00ea leva a vida. As pessoas que procuram receitas e respostas complicadas para ela acabam perdendo de vista os pequenos prazeres e alegrias. \u00c9 o dia-a-dia de uma pessoa e a maneira como ela reage \u00e0s situa\u00e7\u00f5es mais banais que definem seu n\u00edvel de felicidade. Ou, para resumir tudo: um jeito garantido de ser feliz \u00e9 se preocupando menos em ser feliz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>reprodu\u00e7\u00e3o: texto de Barbara Axt \u2013 foto: divulga\u00e7\u00e3o internet<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1654 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.radiomanchester.com.br\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Felicidade-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/www.radiomanchester.com.br\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Felicidade-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.radiomanchester.com.br\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Felicidade-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.radiomanchester.com.br\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Felicidade-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.radiomanchester.com.br\/fm\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Felicidade.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">Pesquisas desvendam os mecanismos do prazer e da felicidade. 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