O julgamento que começou de manhã desta quarta-feira (25/03) e só terminou pouco depois das 20 horas, em Anápolis. O juiz Fernando Chacha presidiou o julgamento de Edney Pereira dos Santos, acusado de matar a ex-mulher, Regiane Pires da Silva numa autopeças, em março de 2024. A condenação foi proferida ao fim do júri popular: “31 anos e 20 de reclusão, bem como a três meses de detenção e 15 dias de prisão simples, além de 22 dias multa.”
De acordo com a denúncia, o relacionamento entre o casal era marcado por ciúmes, ameaças e agressões físicas e verbais, tendo a vítima registrado ocorrências policiais ao longo do tempo. No fim de 2023, a Justiça determinou o afastamento do acusado por meio de medidas protetivas. No início de 2024, contudo, a vítima pediu o divórcio, o que aumentou os conflitos entre os dois em razão de uma disputa por duas lojas do ramo n a cidade.
Segundo a acusação, no dia 28 de março de 2024, por volta das 13 horas, o acusado foi até o local de trabalho da ex-companheira, mesmo proibido de se aproximar, e, após uma discussão, ele atirou contra ela à curta distância, causando sua morte.
Relembre o caso
Edney Pereira dos Santos, de 39 anos, foi denunciado por matar, com três tiros, a ex-esposa Regiane Pires da Silva, depois de descumprir medida protetiva que o obrigava a manter distância de 300 metros da vítima. O crime ocorreu no dia 28 de março de 2024, dentro do escritório de uma loja de venda de autopeças que pertencia ao ex-casal, mas que era administrada por Regiane desde a separação (eles possuíam duas lojas do ramo – uma em frente à outra).
No dia 28 de março, por volta das 13 horas, a vítima pediu que uma funcionária fosse até a outra loja, administrada pelo ex-marido, pedir que ele ajudasse a encontrar a chave de um cofre onde ficavam guardadas suas joias. Segundo a funcionária, Edney autorizou que ela procurasse o objeto e disse que iria até o carro buscar algo. O suspeito, então, pegou a arma do crime, foi até a loja vizinha, descumprindo a medida protetiva.
Ao chegar ao local, ele passou por dois funcionários, e se dirigiu ao escritório onde estava Regiane. Imagens de câmera de segurança mostraram que ele agrediu a mulher e, posteriormente, efetuou os três disparos. Os funcionários ouviram os gritos de socorro da vítima, mas quando chegaram ao local ela já estava morta.
