Apresentação gratuita em Anápolis homenageia grandes artistas negros e transforma a música em um convite à memória, à representatividade e à valorização da cultura afro-brasileira
No dia 25 de julho, quando é celebrado o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, Anápolis recebe um espetáculo que une cultura, educação e memória para valorizar a contribuição das mulheres negras à sociedade brasileira. Com entrada gratuita, “Loide Canta Mulheres Negras” transforma a música em um convite à reflexão sobre identidade, pertencimento e protagonismo, mostrando como a arte pode despertar reflexões sobre igualdade racial, memória e valorização da cultura afro-brasileira.
Idealizado pela cantora, professora e ativista cultural Loide Oliveira, o espetáculo integra a programação especial em homenagem à data e apresenta releituras de canções que atravessaram gerações.
O repertório reúne clássicos interpretados por mulheres negras, músicas de artistas que exaltam o empoderamento feminino e outras obras que dialogam com ancestralidade, resistência e brasilidade, resgatando histórias que seguem inspirando diferentes gerações e ajudaram a construir a identidade cultural brasileira.
No palco, Loide será acompanhada pelo Pop Fun Jazz Trio, grupo goiano reconhecido por sua pesquisa musical e por releituras que transitam entre o jazz, a música popular brasileira e a música instrumental contemporânea. A formação assina os arranjos do espetáculo, imprimindo novas sonoridades às obras apresentadas e ampliando o diálogo entre tradição e contemporaneidade.
Entre o repertório, nomes como Elza Soares e Leci Brandão representam diferentes momentos da música brasileira e simbolizam a força criativa de artistas negras que transformaram não apenas a cena cultural, mas também a maneira como o país enxerga questões de identidade, resistência e pertencimento. O espetáculo também reúne canções de artistas homens que reconhecem e exaltam a força do feminino, ampliando o diálogo sobre respeito, igualdade e valorização das mulheres.
“O ‘Loide Canta Mulheres Negras’ nasceu da minha vivência como professora e da certeza de que a música também educa. Em sala de aula, percebi que a arte abre caminhos para discutir identidade, pertencimento e protagonismo de uma forma sensível e transformadora. Em um país onde a violência contra as mulheres, especialmente contra as mulheres negras, ainda é uma realidade, cantar essas histórias também é uma forma de resistência, reconhecimento e esperança”, afirma Loide.
O espetáculo integra um conjunto de ações desenvolvidas pela artista dentro do projeto “Trilhas de Resistência”, iniciativa construída a partir de suas experiências na educação pública. Inspirado pela Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas, o projeto utiliza a música como ferramenta de educação, promovendo reflexões sobre identidade, pertencimento e protagonismo e fortalecendo uma cultura antirracista por meio da arte. Esses três pilares — identidade, pertencimento e protagonismo — orientam tanto o trabalho pedagógico de Loide quanto a concepção artística do espetáculo.
A escolha do 25 de julho reforça esse compromisso. Instituída internacionalmente para reconhecer a luta e a contribuição das mulheres negras na América Latina e no Caribe, a data também celebra, no Brasil, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, ampliando o debate sobre igualdade racial, representatividade e justiça social.
Contemplado pelo Fundo de Fomento à Cultura – Tradição e Território: Goiás de Todos Nós, do Governo de Goiás, “Loide Canta Mulheres Negras” fortalece a circulação da produção artística goiana e amplia o acesso da população a ações culturais gratuitas que unem música, educação e valorização da identidade afro-brasileira.
SERVIÇO
Loide Canta Mulheres Negras
Data: 25 de julho de 2026 (sábado)
Horário: 16h
Local: Estação Ferroviária de Anápolis (ao lado do Terminal Urbano)
Entrada: Gratuita
Assessoria de Imprensa: Inaê Ribeiro
Contato: (62) 99107-6873
