Eliana concedeu uma entrevista à Veja em que falou sobre como é ser a única apresentadora de um programa dominical
Com 50 anos recém completados, Eliana concedeu uma entrevista em que refletiu sobre o seu trabalho à frente de um programa dominical. A loira, que está há quase duas décadas no dia mais concorrido da televisão, disse sentir falta de outras apresentadoras mulheres na mesma faixa.
Em um bate-papo com a Revista Veja, a contratada do SBT citou que Silvio Santos, Gugu e Faustão foram seus ídolos desde a infância e também falou sobre uma suposta rivalidade com outras comunicadoras que possam assumir um programa dominical.
Em um bate-papo com a Revista Veja, a contratada do SBT citou que Silvio Santos, Gugu e Faustão foram seus ídolos desde a infância e também falou sobre uma suposta rivalidade com outras comunicadoras que possam assumir um programa dominical.
“Apresento há dezessete anos ininterruptos um programa para a família em um ambiente antes predominantemente masculino. Cresci vendo Silvio Santos, Gugu Liberato e Fausto Silva, e depois de alguns anos ter me tornado apresentadora nesse hall de homens foi representativo demais. E falar com as mulheres aos domingos e contar suas histórias é algo especial, assim ficamos mais fortes”, refletiu a comunicadora, mencionando que foi uma das primeiras a romper o ambiente predominantemente masculino.
Questionada se existe alguma rivalidade entre ela e outras mulheres na profissão, Eliana rejeitou a hipótese.
“O que eu mais desejo é que outras mulheres ocupem essa profissão de comunicadora aos domingos. Por que só eu aos domingos por todo esse tempo? Outros programas vieram, mas se encerraram. Meu desejo é não ser a única. Sem dúvida ainda tem machismo e aos poucos vamos quebrando isso. Fiquei feliz de ter sido acolhida pelo público logo que decidi fazer a transição do infantil para o adulto”, relembrou a estrela do SBT.
Ainda no bate-papo com a Veja, a dona do Programa Eliana desabafou sobre a pressão que sofre por ‘envelhecer’ na televisão.
“Não só por ser uma pessoa pública e estar na mídia, de maneira geral a mulher sofre muita pressão ao envelhecer. Mas precisamos normalizar o envelhecimento como algo ligado à vida. A mulher hoje com cabelos brancos é aceita, mas há alguns anos era vista como alguém que não se cuidava. Precisam nos deixar viver em paz porque isso faz parte da vida, é natural a quem quer viver muito“, concluiu a loira.

por ReproduçãoTVFoc0 – foto: redes sociais
