Profissionais conhecidos pelo grande público, como Flávia Januzzi e Mônica Sanches, deixam a emissora
A Rede Globo vem fazendo diversos cortes no time de jornalistas da emissora. Depois de demitir o comentarista esportivo Cléber Machado, foi anunciado o desligamento de Marcelo Canellas, Eduardo Tchao, Mônica Sanches e Flávia Januzzi. Além deles, o diretor do “Fantástico”, Jorge Espírito Santo, mais conhecido como Jorjão, e outros produtores e editores também foram dispensados.
“A minha última aparição, minha ultima narração numa reportagem da TV Globo. Foram 37 anos trabalhando nas Organizações Globo. Nessa ultima matéria uma característica sempre presente durante toda minha carreira – 27 anos só na TV- sempre produzi minhas histórias”, começou Eduardo Tchao confirmando a sua saída da emissora nas redes sociais. “Entendo a mudança de estratégia da emissora. Quer economizar. O que fazer? Me emocionei com algumas ligações de amigos da redação. Mas a vida segue. Existe vida fora da TV Globo”, escreveu o repórter.
Foi apurado que um dos demitidos que a empresa alegou a dispensa dos jornalistas como uma medida da reestruturação da folha salarial. “A maioria deles tinha mais de 20 anos de casa e os salários mais altos. Todo mundo já desconfiava que vinha uma lista grande, mas é sempre surpreendente”. Em março, a Globo já tinha demitidos vários nomes da área esportiva como Cléber Machado, Jota Júnior, Sandro Meira Ricci, Ana Helena Goebel e Fernanda Colombo.
Repóter Premiado
Entre eles, Marcelo Canellas era o que provavelmente tinha o maior salário e já sabia da possibilidade de desligamento. Já há alguns meses, ele vinha em negociação com Ali Kamel sua saída da emissora.
Canellas tinha 33 anos anos de trabalho na Rede Globo, onde se dedicava a fazer matérias especiais para o “Fantástico” desde de 2009. Seu último trabalho foi o documentário, disponível no Globoplay, sobre a tragédia da Boate Kiss. Porém, seu trabalho vem sendo reconhecido desde 1987, quando começou sua carreira.
De lá pra cá, ele cobriu grandes momentos da história do país, como o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, e o massacre dos sem-terra em Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996. Mas foi com a série “Fome”, produzida em 2001, que Canellas passou a ter seu nome cravado no jornalismo brasileiro. Exibida pelo “Jornal Nacional”, as reportagens ganharam diversos prêmios, como Ayrton Senna, Vladimir Herzog e Imprensa Embratel.

PorTemp0 – foto: redes sociais
