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NOTA DE REPÚDIO: EM DEFESA DO COMÉRCIO, DA INDÚSTRIA E DOS EMPREGOS BRASILEIROS

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A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Anápolis, representando os interesses do setor produtivo e comercial de nossa cidade e região, vem a público manifestar seu veemente REPÚDIO à Medida Provisória nº 1.357/2026. (Taxa das Blusinhas).

O comércio brasileiro sobrevive, há décadas, em um cenário de extrema adversidade. Nossos lojistas e empreendedores carregam nas costas uma das mais pesadas e complexas cargas tributárias do mundo. Como se não bastasse, lidamos diariamente com elevados encargos sociais, burocracia sufocante e altos custos operacionais, desde a logística até o valor dos aluguéis comerciais. Empreender no Brasil é, antes de tudo, um ato de resistência e coragem.

Diante desta dura realidade, a publicação desta Medida Provisória soa como um golpe desleal àqueles que geram emprego, renda e desenvolvimento dentro do nosso país. Se o Governo Federal entende que é viável, sob a ótica econômica, abrir mão de arrecadação e isentar de impostos as compras de até 50 dólares realizadas em grandes plataformas estrangeiras, a pergunta que ecoa em cada balcão de loja no Brasil é clara: por que não conceder a mesma condição e isenção às empresas brasileiras?

A manutenção dessa isenção unilateral para empresas do exterior consolida uma concorrência covarde. O Governo pune severamente quem produz e vende aqui, quem assina a carteira do trabalhador brasileiro, quem investe em nossas cidades e quem recolhe os impostos que sustentam a própria máquina pública e os projetos sociais. Estamos, na prática, exportando nossos empregos e importando o fechamento de postos de trabalho.

Nossa manifestação não é, em hipótese alguma, contra o consumidor brasileiro. O cidadão tem o direito legítimo de buscar os melhores preços e produtos. No entanto, a verdadeira defesa do consumidor passa obrigatoriamente pela manutenção do seu emprego e do seu poder de compra, que são gerados prioritariamente pelos pequenos, médios e grandes negócios nacionais. Se a indústria nacional perde competitividade e para de produzir, e se o comércio local fecha as suas portas, a economia entra em colapso e, no fim, é o próprio cidadão quem paga a conta com o desemprego.

A CDL Anápolis não pede privilégios; nós exigimos isonomia. Queremos apenas igualdade de condições para competir. Se o produto estrangeiro de até 50 dólares entra no Brasil sem tributação, que o produto nacional da mesma faixa de valor também seja isento de impostos na prateleira do lojista e na saída da indústria brasileira.

Conclamamos os deputados federais, senadores, autoridades competentes e toda a sociedade civil a se unirem contra os efeitos nocivos dessa política. O Brasil precisa urgentemente de medidas que aliviem o “Custo Brasil” e incentivem quem produz internamente, e não de decisões que asfixiem o nosso comércio e a nossa indústria em detrimento do mercado nacional.

Anápolis – GO, 14 de maio de 2026.

Luis Miguel Mendes
Presidente
CDL Anápolis

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