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Número de mortes causadas por nevasca nos Estados Unidos sobe para 85

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O número de mortos em decorrência do frio extremo e de uma nevasca que atinge os Estados Unidos desde o início da semana chegou a pelo menos 85 pessoas. As mortes foram registradas em diversos estados, principalmente no Sul do país. Historicamente, a região não é acostumada a temperaturas tão baixas.

A falta de energia tem sido um dos principais fatores de risco, deixando milhares de moradores expostos ao frio intenso. As mortes estão associadas a hipotermia, suspeitas de intoxicação por monóxido de carbono devido ao uso inadequado de aquecedores e acidentes envolvendo veículos, trenós e equipamentos de remoção de neve.

No Mississippi, quatro mortes foram registradas apenas nessa quinta-feira (29/1), elevando o total estadual para 14 vítimas. Mais de 95 mil imóveis seguem sem energia, e a previsão indica temperaturas extremamente baixas até o fim de semana.

No Tennessee, o Departamento de Saúde confirmou 13 mortes ligadas ao clima até quarta-feira (28/1). O estado enfrenta frio prolongado e cortes extensos de energia, afetando mais de 93 mil consumidores. Autoridades de Nashville alertaram que o serviço pode não ser totalmente restabelecido antes do fim de semana ou até mesmo depois disso.

A Louisiana confirmou a nona morte associada à tempestade: um homem de 74 anos morreu de hipotermia em casa depois de passar um longo período sem eletricidade.

No Texas, autoridades também registraram mortes relacionadas ao frio, incluindo três irmãos que caíram em um lago congelado e duas adolescentes que morreram após o trenó em que estavam, puxado por um veículo, colidir contra um meio-fio e bater em uma árvore.

Em Nova York, pelo menos dez pessoas foram encontradas mortas ao ar livre durante o período de frio extremo, segundo autoridades locais.

Nova nevasca
Enquanto as comunidades ainda tentam se recuperar tempestade de inverno, outra massa de ar ártico deve atingir o Sudeste americano neste fim de semana, trazendo risco de nova nevasca e agravando a situação em áreas já afetadas por neve, gelo e cortes prolongados de energia.

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, uma forte onda de frio ártico fará com que o país atinja “temperaturas perigosamente baixas”, com recordes históricos, para o alto Vale do Ohio, o Meio-Atlântico, a Costa do Golfo e o Sudeste dos EUA.

porR3pMetr0p0les parceiro Manchester

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